JOSÉ GASPAR RAMOS
Desde os sete anos de idade estudava piano, aos domingos, levados por
meu pai, era comum irmos com a família, ao teatro Municipal de
São Paulo assistir gratuitamente aos belíssimos “Concertos
Matinais”.
Sempre inquieto,tinha fascinação e admiração
com o barulho dos desfiles das bandas e fanfarras dos colégios,
muito comuns e valorizados durante minha infância e adolescência
e assim a música foi fazendo parte de minha vida. Aos 14 anos
, na formatura do ginásio, minha turma apresentou um trecho da
ópera “La Traviata” e a partir dos ensaios tive que
começar a estudar canto.
Com minhas irmãs mais velhas, passei a apreciar as vocalizações
incríveis do Beatles, Beach Boys e dos folk-hippies, Mama’s
and Papa’s e Peter, Paul and Mary, entre outros.
Na música brasileira, vivi a efervescência dos musicai
e festivais da TV Record, do “Fino da Bossa” e da “Jovem
Guarda” onde além de ser amigo desde a primeira infância
do meu companheiro atual de banda (e já ator daquela emissora)
Ricardo Côrte Real, eu era sobrinho do diretor e criador de inúmeros
programas da Record, Osvaldo Moles. Assim, havia sempre informações
e convites para assistir , ao vivo, grandes eventos musicais, inesquecíveis
para mim.
Durante o período do colegial me apresentei em muitos bailes,
festas, shows, na Capital e interior, o quê ajudava no orçamento,
onde eu era o cantor da banda chamada D’ Bicols (Zé Gaspar,
Ricardinho, Xandão , Kanashiro e Marcolino, o Gal), este nome,
uma sátira ao jargão “bico”(gíria da
época, para dizer por exemplo o nome de uma pessoa não
convidada a um determinado evento) e ao mesmo tempo nome associado à
sonoridade da palavra The Beatles. Além disso o logotipo e a
grafia eram ótimos, feito pelo nosso baterista que posteriormente
veio a ser um grande arquiteto e fotógrafo Gal Oppido, além
de baterista do grupo Rumo (anos 80).
Fiz a faculdade de engenharia civil, especializei-me em engenharia de
tráfego e transporte, área em que atuo até hoje
e da qual tenho muito orgulho e alegria em participar e que falarei
um pouco adiante. A partir das vivências da USP, retomei a relação
profissional com a música, estudando na Escola Municipal de Música,
tendo sido entre 1980 até 1983, cantor, vocalista e percussionista
e um dos criadores do grupo Arara de Neon, com composições
próprias (principalmente dos violonistas Ciro Pinheiro e Tito
Monteiro) com características rítmicas regionais brasileiras
(xote, xaxado, baião).
Entre 1983 e 1989, com outros amigos, formamos o grupo Leros, com rítmos
um pouco mais roqueiros, composições do Luís Fichmamm
(grande contrabaixista e professor da USP) e do nosso guitarrista Nuno
Mindelis (hoje consagrado guitarrista de Blues).
Essa década foi muito rica com as canções falando
sobre a simplicidade do amor, preservação ecológica
e das aberturas políticas e de relacionamentos.
Ambos os grupos tiveram atuações marcantes no Tuca, TV
Globo, TV Cultura, Teatro Lira Paulistana, casas noturnas da época,
como Espaço Off, Avenida Club, Aeroanta, além de atuação
em outros estados, fazendo parte do cenário martístico
da época, tendo registrado seus trabalhos em disco.
A partir de 1990, trabalhei como músico free lancer e montei
um estúdio para ensaios e gravações, onde trabalhamos
até hoje.
Em 1996, iniciamos o trabalho com o Blues 4Fun, com a alegria e o prazer
de levar uma fatia maravilhosa do universo musical, aos nossos amigos
e aos amantes da música.
A Engenharia de Tráfego:
Como
engenheiro civil trabalhei na Cia do Metrô de São Paulo.
O departamento onde eu atuava, gerenciado pelo engº Scaringella
foi a equipe que criou a Companhia de Engenharia de Tráfego -
CET, onde atuei como chefe de departamento de projetos e gerente de
operações durante 21 anos. Estou há dez anos atuando
em tráfego rodoviário e nos programas de redução
de acidentes de trânsito, área com muitas variáveis
envolvendo a via, o veículo e principalmente o comportamento
humano.
Aos amigos, amantes da música, mas que com certeza conhecem e
vivem as dificuldades do trânsito em geral, podem se comunicar
comigo, para troca de conhecimentos afins.